Artigo: Feiras como vitrine da inovação

por Liliane Bortoluci

Em sentido estrito, inovação significa criar algo novo. De forma mais ampla, pode ser entendida como uma solução criativa para resolver velhos  problemas, mesmo que os recursos utilizados não sejam inéditos. Na atividade industrial, que é o foco deste artigo, inovação significa a adoção de tecnologias na cadeia produtiva com vistas ao aumento da produtividade e da competitividade, sem que isso comprometa a qualidade do produto – e, no melhor dos casos, até promova sua melhora.

Os primeiros passos de recuperação econômica e a retomada da confiança no início deste ano tiveram impacto positivo sobre as indústrias neste quesito. Sondagem sobre inovação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Fundação Getúlio Vargas mostrou que 45% das empresas fizeram algum tipo de inovação de seus processos no primeiro trimestre, melhor resultado dos últimos doze meses.

Outras conclusões interessantes que cabe destacar são:

·        21,6% das empresas aumentaram os investimentos com inovação no primeiro trimestre deste ano, frente a 11% no último trimestre de 2017;

·        11,3% reduziram os recursos destinados à inovação – no trimestre anterior, eram 13,6%;

·        64,2% consideram necessário investir em equipamentos e instalações para melhorar a produtividade;

·        Num total de 126 países, o Brasil subiu da 69º para a 64ª posição no ranking de inovação da Organização
Mundial de Propriedade Intelectual;

·        51,5% citaram a qualificação da mão de obra como fundamental para aumentar a competitividade.

Sobre este último aspecto, cabe destacar estudo realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) que projetou 30 profissões que devem surgir com o avanço da Indústria 4.0, em setores como automotivo, alimentos e bebidas, construção civil, têxtil e vestuário, tecnologia da informação e comunicação, químico e petroquímico, petróleo e gás.

Falando especificamente do segmento de máquinas e ferramentas, o Senai aponta como futuras profissões: Projetista para tecnologias 3D, Operador de High Speed Machine, Programador de ferramentas e técnico em manutenção de automação. 

Claro que são todas boas notícias, mas elas também evidenciam que há muita lição de casa a ser feita.
Grande parte dela não está nas mãos dos empresários e dependem muito mais do ambiente  macroeconômico do que da disposição ou mesmo da capacidade da indústria em investir.

A oferta, pelo menos, está garantida. A indústria metalomecânica brasileira desenvolve e comercializa máquinas, soluções e equipamentos com notável rapidez para suprir os mais diferentes setores da economia com recursos e soluções que visam a automatizar seus processos, melhorar a produtividade e a competitividade.

Como promotores de feiras, cumprimos nosso papel ao encurtar o caminho entre os desenvolvedores e consumidores de tecnologia. A edição inaugural da EXPOMAFE, em 2017, chamou a atenção do mercado ao apresentar o que havia então de mais moderno para a indústria.

A diversidade de segmentos representados pela feira – de máquinas-ferramenta a robótica – possibilitou uma ampla oferta de soluções tecnológicas de última geração para os fabricantes nacionais encararem o desafio da Indústria 4.0.

Estamos trabalhando para ampliar ainda mais essa oferta. Nosso objetivo não é nada menos que fazer da EXPOMAFE uma vitrine e uma referência em inovação para a indústria brasileira. É esse o desafio que o mercado nos colocou. É isso que vamos entregar a ele na segunda edição da feira em maio de 2019.

 

Liliane Bortoluci é diretora da Informa Exhibitions, promotora da EXPOMAFE – Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial.

 

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